Ainda bem que o Dourado ficou.
Fico aliviada em saber que os números a respeito de convivência humana estão certos. É muito bom saber que eu posso deixar meus filhos andarem livres nas ruas sem perigo algum. E é graças ao Big Brother Brasil que posso deitar no travesseiro e dormir um sono solto.
Após a eliminação do Drag Queen Dicesar, no último sábado veio a prova concreta de que o a comunidade NAZISTA, PRECONCEITUOSA e dos chamados “PIT-BOYS” é muito mais bem aceita e maior do que a comunidade GLBT.
Perdoe a ironia... Mas, ainda bem que o Dourado ficou. Isso prova que o BBB não é um programa exemplo para uma criança ou adolescente em formação assistir.
Ainda bem que o Dourado ficou... Imagina alguém que soca o chão como se fosse uma criatura primitiva, andando no meio da rua! Imagina um “cara” – porque não dá pra chamar de HOMEM – que afirma o literal desejo de quebrar um bar, apenas pra “relaxar”, andando no meio de pessoas de bem! Uma espécie de material genético que acredita que a AIDS é “coisa de homossexual”.
Obrigada ao povo brasileiro por ter trazido um Homem – com “h” maiúsculo – pra cá, o mundo aqui de fora. Um estilo de homem que sabe lidar com as adversidades e a diversidade de um país “misturado” e extremamente colorido.
Produção do BBB, deixa o Dourado na casa! Deixe-o pra sempre. O Brasil não precisa desse tipo de “macho” que não conhece o real significado da palavra “homem”.
Embora eu não seja uma telespectadora assidua do programa...
Post Sobre o Mundo...
sábado, 27 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Dor
Dor. Sentimento não exclusivo do "bicho-homem", mas que nos é tão familiar. É mais fácil encontrar alguém que nunca sentiu o amor, do que uma pessoa que nunca sentiu dor. Seu significado, normalmente vinculado ao físico, à pele. Entretanto, com certeza não é só isso.
"Orquideando", eu digo: É difícil viver com dor. Muito difícil. Pequenas ações rotineiras se tornam tortutantes. Seja sentar numa cadeira, amarrar o cadarço do tênis, dar alguns passos até o quintal... Com dor tudo é penoso, estressante e lento.

Experimento a dor cada manhã. Fato, uma dor física. Todavia, a dor mais incapacitante, sem sombra de dúvidas, é a dor emocional. A dor da dependência.
Aos portadores de dor, minha solidariedade. Aos acompanhantes dos portadores de dor, meus parabéns. Aos que não sabem o que é tal experiência, espero que a sua dor chegue logo.
Não quero ser cruel, muito menos desejo o mal ao mundo; mas eu gostaria que cada um pudesse compreender e sentir na carne a lição que a agonia da dor nos tras. Com certeza, sofrer não é bom - muito pelo contrário -! Mas, com ela, você aprende vários conceitos que normalmente se vê apenas na teoria.
Respeito. Solidariedade. Crescimento. Vitória...
Você aprende a respeitar os sentimentos dos outros, uma vez que consegue se colocar na posição da outra pessoa quase plenamente. Você já esteve do outro lado. Sabe o quanto é importante respeitar as limitações e sensações alheias. Seja na hora de apagar a luz quando o outro estiver com dor de cabeça, ou dar a mão quando tem alguém na cama, com lágrimas nos olhos em total desespero.
De mãos dadas com o respeito, a solidariedade brota aos dos olhos de quem já sofreu. A arte da empatia fica muito mais natural quando você já passou pela fase de aflição em questão. Você consegue olhar de outra maneira o ser que está do seu lado. Você consegue mais facilmente sentir o que aquela outra pessoa está passando.
Sem sombra de dúvidas, você cresce muito com as limitações. Você aprende que não precisa correr uma maratona para chegar do outro lado da rua. Se recebe de bom grado cada lição que a vida dá. Nota que toda e qualquer deficiência é superável. Que é possível, sim, tomar um banho de mar, ainda que não dê para bater as pernas ou dar grandes braçadas. Você sente melhor o sabor de olhar uma vitrine calmamente, afinal, você demora alguns - ou muitos - segundos a mais para passar por ela. Você cresce pelo simples e maravilhoso fato de perceber que você PODE mais do que imaginava.
E é ai, justamente aí, que você percebe que venceu. E existe sabor mais gostoso do que uma vitória suada?! E pensar que tudo isso vem pela dor?
Sim... Eu experimento dor todos os dias. Mas sei que cada dia a vitória está dentro de mim. E dentro de cada irmão meu. Cada amigo meu. Cada desconhecido meu... Além de tudo, além da dor, eu aprendo com ela. Presto minha solidariedade aos que estão numa cama de hospital, com lágrimas nos olhos em total desespero. Respeito a dor de cabeça da minha mãe, assim como respeito a dor do cancêr de uma conhecida. Cresço com cada uma dessas dores e sobretudo, venço pois eu SEI que muitas pessoas já passaram por coisas bem piores e venceram!
Sim... Eu experimento dor todos os dias. Mas sei que se eu consigo enxergar a dor como uma coisa quase boa... Você também pode!
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Olhando o Mundo

Quando se é adolescente, tudo nos parece permitido. A impressão que se tem é que somos imortais, inatingíveis. Caminhamos por qualquer lugar, o perigo não faz sentido e cautela não faz parte do vocabulário. De peito aberto, entramos em locais inimagináveis. Sem o menor temor, travamos desafios. Em alto e bom som, compramos brigas e discussões.
Tudo é tão mais fácil, quando a idade é pouca. A vida é mais tranquila aos 16.
A onipotência faz parte do início da vida. A Visão do mundo está sempre relacionada a essa perspectiva...
Complicada é esta idade... Preocupação com o que os amigos vão pensar, medo de não agradar, mudanças acontecendo a todo momento. O mundo gira depressa demais.
Estar nessa fase também é muito gostoso. As primeiras experiências, as amizades de infância criadas em um único dia, o colégio maravilhoso e ultrajante... E a vida correndo cada vez mais rápido...
Quem não passou por esta fase, não perde por esperar. Quem já passou, sabe exatamente do que estou falando.
Em todas estas mudanças e loucuras, certas marcas são criadas. Algumas são tão superficiais que com o passar dos dias e anos ficaram guardadas numa caixinha no fundo da memória. Outras marcas são mais profundas... E elas nunca se apagarão... Em minha vida, particularmente, essas marcas inesquecíveis vieram em formato de flor. Não uma flor comum... E sim uma Orquidea. Não uma orquidea comum... Uma Orquidea Roxa.
E essas marcas "floralmente arroxeadas" (utilizando a boa e velha "Licença Poética") serão divididas aqui.
Um diário pleno em sua realidade sobre a visão diferenciada de alguém que vê a vida de um modo diferente. Que não tem medo da mudança, diferença, medo, dor, deficiência, início e recomeço eternos que é a vida do Ser Humano.
Bem-Vindo Seja, Você!
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